Postado por Carolina Filisberto em Livros, Resenha

Sinopse: Uma carta de amor para o mundo dos livros
“Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é
um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.

 

A vida do livreiro A.J Fikry, escrito por Gabrielle Zevin e publicado pela Editora Paralela, conta a história de A.J Fikry, o dono da livraria Island Books, na Alice Island. A.J perdeu a esposa, a livraria está em decadência e seu livro de poesia em edição rara foi roubada. Sua vida torna amarga, todos em sua volta tornam-se irritante e até os livros tornam sem graça.

Até que em um dia, A.J, voltando da caminhada, encontra algo inesperado em sua livraria e com isso ele volta a ter uma razão para ser feliz.

O livro, narrado em terceira pessoa, tem um toque de drama com mistério e romance, te prendendo do começo ao final para saber qual é o “pacote” que ele encontra na livraria, quem foi o ladrão que roubou o livro e como A.J irá superar tudo isso, deixando de ser uma pessoa amarga. Cheio de cenas que nos fazem rir, outras cenas que nos fazem chorar. Um livro que parecia ser tão simples, mas que Gabrielle soube trabalhar nele e torná-lo apaixonante. O único problema dele? Tem apenas 186 páginas e quando você vai ver, já está finalizando-o.

O cenário em grande parte passa na livraria, então familiaridade total né?! Os personagens são cativantes e bem diferentes, temos o amargo A.J que com a sua chatice acaba sendo engraçado, o divertido policial Lambiase, a Amelia e a fofa da Maya.

Só tem um problema, que nem é sobre o livro em si, mas referente à edição. A história é cinco estrelas, certeza, mas infelizmente houveram tantos erros gramaticais que não foi possível não me aborrecer. Errar, todos erram, mas infelizmente os editores desse livro erraram bastante. A minha dica para a editora paralela é: Revisam o livro e arrumam os erros, por favor.

“Às vezes, os livros só nos encontram no tempo certo”

Uma das coisas mais legais no livro é que Gabrielle cita vários livros no decorrer da história, como As crônicas de Nárnia, O senhor dos anéis, Lolita, fazendo com que você se aproxime mais da trama e dos personagens.

“As pessoas contam mentiras chatas sobre política, Deus e amor. Você descobre tudo o que precisa saber sobre uma pessoa, com a resposta dessa pergunta: Qual é o seu livro favorito?”

Quando eu peguei-o para ler, estava com uma ressaca literária, não conseguia ler nada durante um mês e como ele era fininho e vi muitas resenhas falando positivamente dele, decidi pegá-lo e tentar lê-lo. E graças à ele eu consegui voltar a ler e eu pude perceber porque eu realmente sou apaixonada pela leitura.

Não consigo expressar o quão simples e lindo esse livro é, então só consigo finalizar a resenha assim: Esse livro foi feito para aqueles que amam ler e querem lembrar o motivo de ter entrado nesse mundo literário, quando você o termina a sua paixão pelos livros aumenta.