Postado por Carolina Filisberto em Resenha, Séries

Com tantas opções de séries, está cada dia mais difícil escolher qual será a próxima… Depois de meses com falta de ânimo para assistir algum seriado ou com dúvidas em qual escolher, Outlander apareceu do nada. Já tinha ouvido falar no livro da Diana Gabaldon e me interessado pela história, mas o tempo foi passando e outros livros aparecendo. Preparando a matéria sobre a #SDCC2017, vi sobre o painel da terceira temporada da série e decidi começar a assisti-la, ainda mais pelas duas primeiras temporadas estarem disponíveis no Netflix.

 

Transmitida pela Starz, Outlander é uma série que adapta a série de livros com o mesmo nome. A trama fala sobre Claire, uma mulher do século XX, que foi enfermeira na Segunda Guerra Mundial e, com o fim da guerra, reencontra seu marido, Frank, após cinco anos afastados. Para tentarem descobrir um sobre o outro, eles vão para a Escócia para uma segunda lua de mel, e durante essa viagem, Claire é transportada para 1743. Em busca para voltar ao seu tempo, Claire se encontrará no meio de conflitos entre os escoceses e ingleses, e conhecerá o escocês Jamie Fraser e o capitão inglês Jhonatan Randall, antepassado de seu marido.

Se tem algo que estou sentindo com essa série, produzida por Ronald D. Moore, é surpresa… Surpresa pelo enredo, cultura, elenco, cenário, o cuidado na produção dessa série! Admito que, por saber que é uma trama histórica, fiquei receosa antes de apertar o play do primeiro episódio, afinal, para conseguir passar os costumes, vestimentas, cenários daquela época requer um cuidado muito maior. Mas na abertura da série já fiquei encantada com o visual.

O cenário fez toda a diferença na série! A primeira temporada se passa na Escócia, ou seja, facilitou muito nas gravações, pois o próprio país faz com que sentíssemos que fomos transportados para o século XVIII, com sua arquitetura medieval e belezas naturais de tirar o fôlego. Mas se não fosse a produção nos estúdios para as cenas internas e o cuidado nos elementos apresentados na série e figurinos, todo o encanto iria se perder. – Só para dizer de novo: Estou apaixonada pelo cuidado visual dessa série! Ela é uma riqueza nesse quesito!

Além de sermos transportados para a Escócia no século XVIII, o elenco fez com que toda a cultura da época ficasse amostra, sendo na forma de andar, nas atitudes ou nas conversas que ocorrem em gaélico durante vários momentos da série. Todo o elenco conseguiu incorporar os personagens de forma tão viva, que tinha momentos que até esquecia que era ficção. A interpretação deles é emocionante e dramática, gerando um misto de emoções.

Os protagonistas, Caitriona Balfe (Claire) e Sam Heughan (Jamie), vão se apresentando aos poucos, fazendo com que nos apegássemos em ambos de forma gradativa e quando você vai ver, já está sofrendo junto com eles. Mas se tem um ator que eu tenho que destacar, é o Tobias Menzies (Jack e Jhonatan Randall), o ator conseguiu ser duas pessoas completamente diferentes, com uma atuação impecável, era engraçado que em um segundo eu estava gostando de um personagem e no outro, odiando o outro. A interpretação de todo o elenco merece uma salva de palmas, pois todo o sofrimento era sentido na minha pele.

E Ronald D. Moore teve uma coragem excepcional em não ter receio em mostrar tudo! Não importa qual tipo de cena era – sexo, chicotada, violação, tortura –, tudo aparecia de forma objetiva e direta. Por esse quesito, não recomendo para menores de 18 anos, porque as cenas são fortes e bem pesadas, além de ter um grande excesso de nudez!

A primeira temporada da série adapta apenas o primeiro livro de Diana Gabaldon. São 16 episódios com uma média de 50 minutos cada episódio, mas a história é envolvente que é impossível não querer assistir um episódio seguido do outro, mas terão momentos que é bom dar uma respirada, pois, apesar de ser uma série que te prende do começo ao fim, ela é uma série forte e com um contexto histórico bacana e com assuntos abordados que devem fazer você parar e pensar sobre.

Eu assisti poucas séries esse ano, mas posso dizer que – com absoluta certeza – Outlander foi uma das séries que mais me surpreendeu e agradou nos últimos tempos!