Postado por Jhonata Fernandes em Filmes, Músicas, Teatro

Em uma sociedade onde o preconceito é constante, e que muitas vezes o machismo, a homofobia, o racismo e etc. saem ganhando, é de extrema importância mostrar e aplaudir o trabalho reconhecido de pessoas que dão visibilidade as causas das minorias. O Brasil ainda é um dos países que mais assassinam LGBTs no mundo, e isso não é brincadeira, é grave.

Em meio a constante luta, cada vez mais a visibilidade de artistas LGBTs vêm crescendo, isso graças aos pontapés dados por Cazuza, Cássia Eller, Ney Matogrosso e etc. Hoje, neste post citaremos três nomes, de muitos outros, que vem arrasando cada vez mais atualmente,o que nos deixa extremamente contentes, pois quando um vence, todos vencemos.

Pabllo Vittar

Vamos começar por Pabllo Vittar, a drag queen que está conquistando as notícias do país nos últimos tempos. Ao se lançar no mundo artístico como Drag Queen, Pabllo apostou em “Open Bar”, que virou uma febre nas baladas LGBTs e deu a Pabllo sua primeira grande visibilidade para o público. A luta constante do garoto gay e nordestino Phabullo Rodrigues, foi um dos motivos que mais o encorajou a seguir o seu sonho de deixar sua marca no mundo.

Foto: Divulgação – K.O.

Com o crescimento da arte em fazer Drag não só pelo Brasil, mas também pelo mundo, Pabllo lançou seu primeiro álbum ainda como artista independente, contando com participações de Diplo, Mateus Carrilho, Lia Clark e etc. A partir daí, a cada single lançado Pabllo alcançava cada vez mais sucesso, agora não só o público LGBT a acompanhava, mas sua música foi levada do Brasil a fora, um exemplo disso é a recente parceria com o trio Major Lazer, que levou Pabllo à uma matéria na Billboard norte americana.

Agora, Pabllo assinou com a gravadora Sony Music, e irá lançar 2 álbuns com este selo. É neste momento, mais do que nunca, que devemos apoiar e aplaudir seu trabalho, pois o sucesso está aqui e deve ser permanecido. Representatividade importa!

Vale lembrar também, que além de Pabllo, outras Drags maravilhosas estão fazendo um grande trabalho com sua arte, não deixe de ouvir artistas como Gloria Groove, Lia Clark, Linn da Quebrada e Aretuza Lovi.

Silvero Pereira

Quando sua carreira começou com 17 anos, Silvero Pereira não deveria imaginar a importância que teria em uma das “novelas das 9” da Rede Globo. Dando vida ao personagem Nonato na trama de a Força do Querer, Silvero vive um rapaz nordestino que arranja um trabalho durante o dia como o motorista de uma família rica, mas de noite pode ser quem realmente é: Elis Miranda.

Silvero é um ator, e já declarou não se ver como homem ou mulher, prefere não ter rótulos. Em entrevista ao jornal Estado de São de Paulo, Silvero disse que conheceu Gloria Perez (a autora da trama a qual faz parte) em uma sessão de sua peça – BR Trans. O ator que iniciou sua carreira no Ceará criou companhias importantes como a “Inquieta Cia. De Teatro” e o “Coletivo Artístico as Travestidas”, sendo esta última composta por atores e atrizes travestis, transexuais e transformistas.


Foto: Silvero em sua peça “Uma Flor de Dama” (Foto por: Rodrigo Menezes)

Em um país como o Brasil que é o país que mais mata travestis e transexuais, é de extrema importância a visibilidade que Silvero Pereira e seu personagem em A Força do Querer vêm conquistando. Que sua arte seja cada vez mais aplaudida, e que a luta constante pela representatividade e o respeito não acabe por aqui.

Candy Mel

Foto: FOTOS: MARCIO DEL NERO/ ED. GLOBO – Revista Quem

Famosa por ser vocalista da Banda Uó, Mel Gonçalves é uma mulher trans que luta pela representatividade, e que está conquistando cada vez mais os holofotes. Mel se mudou de Goiânia para São Paulo à 5 anos para prosseguir com a Banda Uó ao lado de Davi Sabag e Mateus Carrilho.

Ela que começou com a transição cedo, com 15 anos contou ao “O Globo”, e disse ter sido apoiada pela família, mas que isso não a fez sofrer menos Bullying, o que é muito importante de ser dito. Afinal, o apoio da família ajuda a pessoa a se sentir amparada e amada, mas o perigo nas ruas é real e é constante, por isso, inúmeros casos de violência e até mesmo morte chegam as delegacias todos os dias. Mel constantemente aborda o quão difícil é o para uma mulher Trans conseguir espaço em uma sociedade, as oportunidades de emprego quase não existem, o que faz muitas irem para caminhos como a prostituição.

A Banda Uó é hoje um forte nome para o público LGBT, e passa por todo o Brasil com suas turnês e músicas de seus dois álbuns já lançados.

O importante hoje é enfatizar que a causa LGBT vem tendo cada vez mais notoriedade, mas que o preconceito e a violência ainda são grandes, por isso, quando um artista como estes citados atinge patamares de tal relevância, merece ter aplausos e um grande mérito por levar uma mensagem de amor e aceitação para seu público. A luta é por direitos, por reconhecimento e pela liberdade. Uma salva de palmas para estes artistas, e para toda a comunidade, que mesmo não estando sob os holofotes da fama, não deixam de lutar, e o mais importante, de amar.