Postado por Carolina Filisberto em Músicas, UF News

Na última quinta-feira (24/08), aconteceu no Teatro Bradesco o Jazz e vinho festival. Um festival de jazz que trouxe grandes nomes do mundo do gênero, como Femi Tomowo, que já tocou com Amy Winehouse, The Roots e George Benson.

Dividido em três partes, o festival foi constituido por três artistas de diferente nacionalidades, acompanhando vinho, afinal, nada melhor do que misturar música com um ótima bebida, não?

O primeiro show foi o de Femi Tomowo, um nigeriano que representou a Inglaterra por toda a sua carreira. Femi apresentou algumas músicas de seu álbum “the music is the feeling”, justificando o porquê havia escrito a mesma, desde um momento com sua vó até momentos do cotidiano de todo mundo.

O segundo show foi de uma das maiores cantoras portuguesas da atualidade, Luisa Sobral. A cantora abordava em suas músicas sobre as diferentes fases e formas do amor, podendo ser de ritmos mais lentos ou dançantes, gerando um misto de emoção ao público.

E para fechar com muita dança, a banda canadense Shuffle demons chegou surpreendendo todo mundo com o seu ritmo contagiante e integrantes divertidos. Suas músicas falavam sobre ônibus, pão com queijo e festas, sendo combinações de jazz com pop, funk e rap.

Festivais sempre tem o intuito de conseguir abranger o gênero apresentado e o Jazz e vinho festival fez isso muito bem! Três artistas que tocam jazz, mas que apresentam propostas diferentes se complementaram e mostraram que jazz é muito mais o que pensamos, que a jazz é um gênero musical feito por diferentes artistas e cada artista vai representar a sua ideologia e seu objetivo através da musica e mostrando que um artista não é melhor do que outro, ele é diferente.

Nunca fui alguém que escutava jazz, prefiro os gêneros musicais que escuto sempre, mas quando tive a oportunidade de participar do festival, aceitei de cara e tive uma das maiores surpresas musicais que já presenciei. Jazz é uma forma de expressão, assim como pop, reggae, funk, MPB e todos os outros gêneros. Pude sentir o que cada artista queria passar, me identifiquei e fiquei calma enquanto assistia Femi tocando sozinho as músicas que representam suas experiências (sendo que em vários momentos ele esquecia a platéia e apenas tocava com os olhos fechados), aprendi mais sobre o amor e o jazz com a Luisa e dancei e me diverti com a banda Shuffle demons. Cada artista levou a sua identidade no palco e juntos, mostraram que o jazz é muito mais do que um ritmo, é uma forma de se expressar!